- Pois vai, mas não se sabe quando. Nem os
japoneses os prevêem.
- Pois não, mas os estudos científicos e os alertas da comunidade
científica têm sido enfiados na gaveta e a construção resistente a sismos é uma miragem em Portugal.
Maio de 2011: O fotógrafo britânico Alexander Mustard registou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectónicas da América do Norte e da Eurásia.
Mergulhadores chegaram a atingir até 60 metros de profundidade.
Fotos foram tiradas nas imediações do Parque Nacional Thingvellir
Alexander Mustard é especializado em fotografia no fundo do mar.
Um dos relevos mais interessantes dos fundos oceânicos são as dorsais
oceânicas, sendo uma das mais conhecidas e estudadas a do Atlântico.
Esta dorsal apresenta uma largura de 1000 a 2000 km, erguendo-se de fundos com
4000 a 2500 m, podendo alguns dos picos mais altos destas estruturas atingir a
superfície, originando ilhas oceânicas, como, por exemplo, os Açores e a
Islândia. (Fonte)
O topo destas estruturas é percorrido por uma fossa
de abatimento contínua, denominada rifte,
com uma profundidade média de 1000 m e uma largura de 10 km a 50 km. Esta
depressão oceânica é limitada por falhas normais devidas a esforços distensivos
que originam frequentemente sismos.
A subida de material basáltico proveniente do manto,
efectua-se ao nível do eixo do rifte, não sendo contínuo no tempo e no espaço.
Ao nível da dorsal, verifica-se um afastamento progressivo de litosfera
oceânica, que é originada a partir do eixo da dorsal, afastando-se a uma
velocidade variável.
Todos
estes fenómenos se explicam pela existência de placas tectónicas (ou
litosféricas)
As placas
movimentam relativamente umas às outras com velocidades diferentes. Por
exemplo, no oceano Atlântico, a Placa Euro-asiática afasta-se da Placa
Norte-americana à velocidade média de 2,5 centímetros por ano.
Mas a superfície da Terra nem sempre teve esta fisionomia. Veja-se a evolução (imagem da exposição A Aventura da Terra):
«
Durante cerca de 1.000 milhões de anos a Terra sofreu intensas modificações
químicas e geológicas, tendo os primeiros sinais de “vida” surgido aos 3800
milhões de anos e só entre 500 e 400 milhões de anos atrás foi possível a
primeira invasão por plantas e animais.»
Maria Amélia Martins-LouçãoCoordenadora do Projecto
Expositivo
Para mais informações: estar com atenção nas aulas e estudar!!